Connecting_the_World_Online.jpg

Conexão de internet.

De onde vêm todas os textos, vídeos e imagens que vejo no meu browser?

Tudo que se vê no browser está armazenado dentro de um HD igualzinho ao do seu computador. A única diferença é que ele não está na sua frente, mas em um lugar chamado “data-center”, que como diz o nome, é um centro de dados. Este lugar está longe de você mas as funções que o computador de lá executa são iguais às realizadas pelo seu computador de casa, só mais seguras. 🙂

Data-centers são prédios com controle de temperatura, de presença e às vezes até com sistemas de segurança estilo Missão Impossível como analisadores de retina e detectores de temperatura corporal. Toda essa estrutura é pra eliminar o risco de roubos ou assaltos por vias físicas, ou seja, alguém entrando e roubando dados como no filme. Já por vias lógicas, o data-center elimina os riscos de invasão utilizando-se de programas chamados firewalls, que bloqueiam o acesso ao servidor por qualquer entrada que não seja a que lê o site que é exibido na sua tela. Claro que nunca se está preparado 100% contra invasões, mas a segurança dos dados dentro destas estruturas é maior do que a maioria imagina ser.

Quando você digita um endereço no seu browser, uma requisição é enviada pra um centro de distribuição de URL, que entende o caminho e envia uma requisição para o servidor no qual estão hospedados os arquivos daquele site e mostra o seu conteúdo pra você.

O que é uma URL?

Pra entender o que é uma URL, precisamos antes entender como acontece o processo de registro de domínio na internet. Imagine que você vai fazer uma promoção para o seu cliente e ele precisa de um hotsite com o nome da promoção.

A primeira coisa a fazer é definir que URL você deseja usar e aprovar com o seu cliente, aqui vamos utilizar como exemplo www.promocaolegal.com.br. De posse desta informação, é preciso acessar o centro de registros de domínios da FAPESP, que é o órgão do governo que coordena este assunto, www.registro.br.

Dentro deste site, você pode consultar a disponibilidade deste domínio (ninguém pode estar já utilizando) e comprar o seu direito de uso obedecendo as diretrizes do site. Experimente uma consulta aqui.

Tendo o domínio comprado, precisamos de um servidor aonde deverá ser hospedado o site. Quando você aluga um servidor, este tem um IP de rede que o identifica na internet; por exemplo 200.203.0.156. Se você digitar o IP de um servidor no campo URL do browser, você será direcionado para o site que está dentro dele.

Tendo já comprado o servidor, precisamos direcionar o DNS (domain name server) para ele dentro do site registro.br. Terminado este processo, o site está no ar e funcionando.

Aí você se pergunta, porque eu, atendimento, devo saber disso?
Bom, clientes têm dúvidas como "Aonde eu compro meu domínio?", "porque devo pagar um servidor?" etc.. Pra falar a verdade, existem algumas mais cabeludas com as quais você vai se deparar no processo de construção de um site ou campanha pra qualquer cliente. É bom estar preparado.

Veja também:
Tópico 01 – Lidando com a verdade
Tópico 02 – Como eu me conecto

imagem encontrada em http://flatclassroom09-3.flatclassroomproject.org/Connecting+the+World+Online
Anúncios

Vou começar uma série de textos que têm como objetivo ajudar aos atendimentos que desejam aprender sobre este mundo obscuro da internet. 
Sinceramente, já tenho essa vontade a algum tempo e tenho escrito bastante.

Esta série será desenvolvida no intuito de ajudar profissionais de agências de publicidade a se atualizarem e quebrarem a barreira do “online” e “offline” com conhecimento.

A dificuldade em entender este meio e interagir com os profissionais da área vem criando uma barreira de negócios que passa por toda a estrutura da agência e acaba por marginalizar o setor de online criando uma vala de conhecimento que deve ser sanada em breve.

Com a necessidade cada vez maior das agências tradicionais de se encaixarem na tendência de comunicação mundial, o ambiente online torna-se algo a ser alcançado, e o pensamento online algo a ser almejado.

Proponho derrubar esta barreira e integrar de uma vez por todas o profissional de atendimento e todos os outros que desejarem entender mais sobre o assunto neste novo modelo de negócio; mais dinâmico, mais complexo e mais real em seus números.

Espero que gostem.

Segue o primeiro tópico:

Lidando com a verdade

A maior barreira entre a mídia tradicional e a comunicação online está na verdade. O consumidor de jornais e revistas não apresenta um real risco para a mídia e sabendo-se a tiragem, podemos dizer claramente quantas pessoas foram provavelmente impactadas por estes tipos de veículo.

O cliente aceita e paga por isso. Esta é a verdade da mídia tradicional.

Quando lidamos com um universo online, estamos literalmente lidando com gente, e gente tem opinião e quer mudar as coisas das quais não concordam, e online eles podem.

O consumidor passa a ser parte integrante da estratégia. Não adianta entender aonde ele está, mas quem ele é online, qual o seu comportamento de navegação e como reagiria a uma interface. Qual o tipo de botão a ser utilizado? Qual é a rede social mais frequente, quais marcas se relacionam a outras. E mais importante, é preciso adaptar-se de acordo com as estatísticas da campanha, em tempo real.

 
Uma das grandes barreiras que o mundo online enfrenta hoje em dia é justamente a insegurança gerada por esta mudança. Imagine uma marca tradicional, com anos de história, que sempre se baseou na sua comunicação para formar sua personalidade. Hoje esta marca deve desenvolver um modelo que instiga a conversa. Consumidores vão opinar sobre ela e suas opiniões deverão ser levadas em conta.
 
Um case referência agora é o do Focus. Um trabalho que quebra esta barreira e leva o consumidor a desenvolver um relacionamento sincero e duradouro com a marca. parabéns pra JWT que trabalhou o cliente da maneira correta e parabéns à Ford, que fez acontecer algo que todos nós queremos, agregou valor real à opinião dos seus consumidores.
 
Que venham mais

ver tópico 02 (Como eu me conecto)
 
Links legais:
Focus Comments
BRIC & Brasil

Mandei um email pra um amigo e gostei do conteúdo. Resolvi publicar aqui.

Este é um resumo do que acho mais simples a se fazer pra começar uma presença na web.

"Em primeiro lugar você precisa que definir o que a sua empresa é como identidade; trend, descolado, tecnologico, híbrido, etc..
Essa definição vai te dar o "tom" de comunicação pras redes.
É importante manter o tom em todas as comunicações.

Imagine que o estúdio se tornou uma pessoa, quem seria esta pessoa? Como ela falaria, se comunicaria? Que tipo de tendência de moda ela gosta (isso define visual)? Quais são os interesses dela na rede e quem seriam os amigos que ela gostaria de ter?

Estas são perguntas básicas pra você começar  a pensar na sua imagem.

Definido isso, você precisa achar um jornalista que crie seu conteúdo e um dir. de arte que defina a sua cara. O dir de arte vai fazer a skin do posterous (gosto mais que do tumblr), do twitter, facebook, etc. E o jornalista postaria suas novidades baseado no perfil que você fornecer a ele.

Aí é só manter uma frequencia de atualização constante. Não adianta portar 4 posts em um dia e passar uma semana sem postar. Melhor é mandar um por dia do que 6 a cada sexta-feira. Constância é a chave pra fazer as pessoas assinarem seu RSS ou seguirem seu conteúdo.

Uma puuuuta ferramenta é o posterous, que é publicável via e-mail e já atualiza automaticamente o facebook e twitter, eliminando a necessidade de acessar cada um por vês.

No mais é isso, faça o jornalista criar conteúdo e manter a periodicidade e esteja atendo aos replies no twitter e comentários no blog e facebook. Sempre responda um comentário mesmo que seja com um "obrigado".

Boa sorte na sua web."